terça-feira, 26 de abril de 2011

Francesinha entre as melhores sandes do mundo


Site norte-americano salienta prato portuense

O site Aol Travel elegeu a Francesinha como uma das 10 melhores sanduíches do mundo, considerando que esta iguaria portuense, apesar do seu diminutivo, de "pequena tem muito pouco".
A Francesinha é uma sanduíche recheada com linguiça, salsicha fresca, fiambre e bife, coberta de queijo, sendo depois "regada" com um molho picante, considerado a alma da receita, que tem por base tomate e cerveja.
As variantes da Francesinha são muitas (com outras carnes no recheio, com ovo estrelado ou camarão por cima, por exemplo), sendo muito apreciada quando acompanhada por batatas fritas.
Nesta selecção feita pelo Aol Travel, a Francesinha aparece ao lado das sanduíches Roujimao, da China, Smorrebrod, da Dinamarca, Kati Roll, da Índia, Pan Bagnat, de França, Gelato Sandwich, de Itália, da Indian (navajo) Taco, dos Estados Unidos da América, do Chip Butty, do Reino Unido e da mexicana Cemita.
O Aol conta que a Francesinha, oriunda do Porto, foi criada por um emigrante português que, quando voltou de França para a sua terra natal, decidiu adaptar o famoso Croque Monsieur à cultura nacional.
O site, que fornece informação sobre destinos turísticos e lazer, escreve que as fatias de pão, depois de recheadas com uma combinação de salsicha, bife e fiambre, são "coroadas" com queijo derretido e "encharcadas" com um molho.
"Adicionar batatas fritas e/ou ovo tornam-na especial", acrescenta.
Apresentando 10 sanduíches, o Aol Travel pretende apontar "uma lista de alguns exemplos dignos de babar", afirmando que as sanduíches são o alimento perfeito para qualquer ocasião e um "bem amado em todo o mundo".
A Francesinha é muito apreciada no Porto, sendo uma especialidade de vários restaurantes locais, desde requintados aos mais populistas.
Esta especialidade portuense surgiu na década de 60, pelas mãos do português Daniel da Silva.

domingo, 20 de março de 2011

Pontual

Sábado à noite é talvez um dos melhores dias para uma Francesinha. Desta vez ficou decidido que teria que ser a um local ainda por explorar. A escolha recaiu sobre o Tappas Café em Gaia. Por indicação de uns camaradas de luta, chegamos ao local mas a verdade é que, apesar de passar pouco das 20h, a sala (pequena) já estava cheia e o tempo de espera seria pelo menos até às 23h visto que havia reservas até essa hora. Acabamos por desistir e irmos a um outro local de referência no centro do Porto, o Pontual na Rua do Almada.
Quando chegamos não havia mesas livres, mas passado uns 10 minutos já se conseguiu um bom lugar. Trouxeram-nos logo uns salgados para trincar e uns finos bem tirados. A escolha foi sobre a Francesinha mais completa com batata e ovo por 7,95€.
Passado pouco tempo vieram as batatas (congeladas mas de qualidade razoável) e o prato principal.
Foi aqui que tudo se começou a desmoronar. O aspecto do molho causou logo dúvidas, tiradas mal foi feita a prova. Além de ter uma cor e espessura fora do normal, espesso e claro, o sabor deixou muito a desejar - sabor a sopa de marisco. Sem qualquer sabor a tomate, mais parecia estar a comer uma sopa de marisco das instantâneas.
Quanto ao resto importa destacar a qualidade e quantidade dos ingredientes. Bife aceitável apesar de um pouco fino para  meu gosto, mas linguiça e salsicha fresca de boa qualidade assim como uma boa camada de fiambre.
Factor negativo o pão. Demasiadamente fofo e mole, a precisar de ser tostado.
O atendimento foi eficaz apesar de haver só 2 funcionários a servir mais o "Técnico das Francesinhas".
Sem dúvida um local que apesar do nome, apresenta falhas (pouco aceitáveis) que podem destruir toda uma reputação.


Pontuação:
Molho: 2,2
Carne: 3,0
Ingredientes: 3,8
Batatas: 3,5
Serviço/Atendimento: 3,6
Preço : 3,5
Geral: 3,27

segunda-feira, 14 de março de 2011

Café Torres

Que melhor forma de terminar um fim de semana bem passado e ganhar energias para uma nova e pesada semana que se adivinha, senão com uma boa Francesinha, de um estabelecimento recomendado em revistas (que se dizem) da especialidade?
Marcha em direcção ao famoso Café Torres, em Ermesinde, perto da estação ferroviária e de muito fácil acesso. Visto de fora, o local auspiciava algo de positivo, uma vez que apesar de não ser de dimensões muito reduzidas, estava bastante cheio e com um ambiente agradável.
O atendimento foi rápido, embora a francesinha tenha demorado uns bons 20 minutos até aparecer. Poderá justificar-se pela grande afluência de clientes... ? a espera aumentou a expectativa, que de repente se revelou um logro... O aspecto visual não era dos mais apelativos, mas nada como provar...
O molho, além de ser demasiado espesso, sabia a sopa da avó com um ligeiro travo a azeitona. O bife, apesar de não ser mau de todo, também não era exemplar. As batatas tinham a seu favor o facto de não serem congeladas. Os ingredientes restantes era simplesmente vulgares; nada de especial a relatar sobre eles... Digamos que o único aspecto verdadeiramente positivo foi o preço, o que tendo em conta a qualidade geral, não poderia ser outro.
Confesso que após experimentar tantas francesinhas de qualidade, fico abismada com o facto de grande parte delas não serem apresentadas em revistas "de referência" dando vez a outras que realmente se tornam um enigma o porquê de aparecerem nos "Top 20"!

Pontuação:
Molho: 2,5
Carne: 3
Ingredientes: 3,5
Batatas: 2,75
Serviço/Atendimento: 3,25
Preço : 4
Geral: 3,16

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bufet Fase

Finalmente, após inúmeros pedidos, sugestões e reclamações, a equipa do Rumo das Francesinhas visitou talvez o local de maior referência no que toca a qualidade.
Num dia de muita chuva, chagamos ao local (Rua Santa Catarina) e para nossa surpresa, havia mesas disponíveis. De referir que o espaço é reduzido, não tendo mais que 5 pequenas mesas e um balcão.
Sentados, a escolha foi fácil. Francesinha e um Fino.
Como já de esperar, o serviço foi rápido e em pouco mais de 5 minutos, já viamos os nossos pratos em cima da mesa.
Qualidade de topo no que toca ao bife, linguiça e molho. De destacar o pão (torrado e crocante barrado com manteiga).
Carne bastante tenra, linguiça a lembrar as que comemos assadas na aldeia e molho saboroso, a saber a tomate e ligeiramente picante. Sem ser muito grande, tem o tamanho indicado.
Nota apenas negativa às batatas fritas. Além de serem congeladas, agrava o facto de estarem gordurosas. Pensavamos ser um ponto a melhorar mas que não põ em causa a qualidade de topo desta casa.


Pontuação:
Molho: 4,9
Carne: 4,6
Ingredientes: 4,9
Batatas: 2,9
Serviço/Atendimento: 4,6
Preço : 3,3
Geral: 4.18

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Francesinha Poveira

A Francesinha poveira, ou apenas francesinha, é fast food típica da Póvoa de Varzim em Portugal. Com semelhanças apenas na forma com o cachorro quente, é uma sanduíche feita com linguiça, fiambre, queijo e mostarda em pão cacete.

A francesinha poveira é uma variedade de francesinha que surgiu em 1962 no café Guardassol no Passeio Alegre. Aberto desde junho de 1922, o Guarda-Sol é o mais antigo café bar da Póvoa, é também o primeiro café-bar de praia em Portugal.
A francesinha poveira é baseada na portuense. Curiosamente, a variedade do Porto foi criada por um poveiro de nome Daniel Silva. No entanto, a variedade poveira surgiu da necessidade da gerência, Alberto Moreira, de ter um produto novo e diferente, e para isso foi a Lisboa, para encontrar a pessoa certa, e assim contratou António Carriço, originário do Fundão. Depois de o contratar, levou-o a certos estabelecimentos do Porto para conhecer a Francesinha portuense, algo que o funcionário nunca tinha ouvido falar. O funcionário teve a iniciativa de pedir ao padeiro que fornecia o Guardassol para criar um pão em forma de cacete, macio e suculento, e assim surgiu o "pão de francesinha".
A variedade poveira é, assim, significativamente diferente e constitui uma especialidade distinta. O objectivo da variedade poveira era ser um verdadeiro prato de comida rápida que se pudesse comer à mão, especialmente para os banhistas nortenhos que acorrem aos milhares às praias da Póvoa, algo que não era possível com a variedade portuense.
Hoje, o prato pode ser encontrado em variados restaurantes da região da Póvoa de Varzim, nos municípios da Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Esposende.

Confecção

A francesinha poveira é um tipo de francesinha feita em pão-cacete que pode ser comido à mão enquanto se passeia ou no prato na mesa de um restaurante. A francesinha é barrada com um molho específico feito à base de manteiga, margarina, ketchup, piri-piri e sal, com conhaque, brandy, porto ou whisky.

Normal e especial

A francesinha poveira pode ser consumida como "Francesinha Normal" (apenas a sanduíche, como se fosse um cachorro quente) e "francesinha poveira especial", no prato acompanhada de batata frita e molho de francesinha. Ao se pedir "francesinha especial" é, muitas vezes, servida a portuense. No entanto, ao se pedir "francesinha" é servida a poveira.

sábado, 6 de novembro de 2010

Circuito pedonal "Francesinha"

Visitar o Porto sem conhecer uma "francesinha" é imperdoável. Ser do Porto e não saber onde ela nasceu... é motivo para participar neste percurso pedonal. Venha conhecer a história desta especialidade e a sua importância para cidade do Porto.

Local: Casa do Infante
Horário: sexta-feira, 19 de Novembro às 15:00h
Município: Porto
Ficha Técnica: Organização: Divisão Municipal de Arquivo Histórico. Entrada livre, sujeita a marcação prévia, através do telefone 222060423, ou pelo e-mail casadoinfante-serveducativo@cm-porto.pt.
Promotor: Porto
Temática: Etc
Início:
2010-11-19
Fim:
2010-11-19

sábado, 18 de setembro de 2010

Locanda Real

Noite de convívio entre colegas de trabalho e nada melhor que uma Francesinha para comemorar.
O local escolhido foi o Locanda Real, nos Carvalhos. Casa ainda desconhecida para a maioria dos apreciadores mas que os bons comentários ouvidos, abriam grandes expectativas.
Sem grandes rodeios, a verdade é que é mais fama que proveito. Passo a explicar... A foto acaba por ser enganadora porque, a primeira reacção ao molho foi: "Mas o que é isto???" Tentamos perceber a ideia mas molho com sabor a creme de marisco de pacote não é aceitável.
O pão é outro erro, muito mole, mais parecia pão de hamburguer para apenas acrescentar volume e nada mais. O bife tinha bom tamanho e de qualidade aceitável/mediana. De resto não há muito mais a destacar, excepto o facto de fazerem as francesinhas no forno. Acabaria por ser um ponto bastante positivo, mas que no meio e tanta mediocridade pouco conseguiu acrescentar. Por fim as batatas. Batatas congeladas já é mau, ainda pior se forem de fraca qualidade.
Resumindo, um local que não justifica a deslocação uma vez que o nome e fama, pouco têm a ver com a entrega final do produto.
Nota positiva ao atendimento, rápido e eficaz.


Pontuação:
Molho: 2,0
Carne: 3,2
Ingredientes: 3,0
Batatas: 2,4
Serviço/Atendimento: 4,0
Preço : 3,4
Geral: 3.0

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Café Santiago

Que melhor forma de ir de férias com um bom almoço de Francesinhas com colegas de trabalho? Aproveitando a visita de uns colegas da capital, também eles apreciadores de uma boa francesa, fomos desta vez ao cáfe Santiago, junto ao Coliseu.
Já há muito tempo que esta visita estava agendada e aproveitando uma altura em que as melhores casas estão de férias fomos cedo para marcar lugar. O atendimento foi rápido apesar de não muito personalizado. Chegada a Francesinha, (foi uma espera bastante reduzida) o aspecto era bom. De referir que o Café Santiago foi considerado o melhor sitio para Francesinhas em 2007.
O molho merece todo o nosso destaque pelo toque picante e gosto apurado a tomate. Os ingredientes eram de boa qualidade, apesar de que o bife poderia ser um pouco mais alto.
Como ponto negativo, o facto de as batatas terem vindo já no prato, o que dificulta o corte da Francesinha além de que ao fim de alguns minutos estas já estão moles por estarem mergulhadas no molho. Aconselhamos pedir as batatas à parte.
No geral, mais um bom sitio para apreciadores e principiantes, não chegando ao top devido às pequenas questões detectadas pelo nosso grupo.
Por fim, outro ponto negativo é o facto de não terem Multibanco o que numa casa deste nível, nos parece grave.


Pontuação:
Molho: 4
Carne: 3,7
Ingredientes: 3,6
Batatas: 3
Serviço/Atendimento: 2,9
Preço : 3,3
Geral: 3.42

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Caves da Cerveja


Sábado à noite, cais de gaia, calor e jantar com amigos. Só podia resultar em Francesinha. Assim foi. A escolha recaiu sobre a esplanada do Caves da Cerveja, não por nenhum motivo especial porque até nem fui eu que escolhi o local.
Depois de me ter atrasado cerca de 1h graças ao festival marés vivas, lá me sentei à mesa da referida esplanada pronto a devorar uma francesinha.
Escolhi a minha ementa clássica preferida: Francesinha com ovo, bastante molho e um príncipe de cerveja preta. Tive ainda direito a rissóis de carne como entrada, que refiro porque eram de boa qualidade.
Quanto à francesinha em si, muito dentro do normal que se come por aí. Bons ingredientes, molho muito normal, sem nada de surpreendente. Se calhar tinha as expectativas demasiado altas, mas realmente não achei nada de especial.
Como conclusão, só tenho a referir que é mais uma que não compromete, mas não justifica uma deslocação propositada.

Molho: 2,7
Carne: 3
Ingredientes: 3
Batatas: -Serviço/Atendimento: 4
Preço :3
Geral: 3,1